Nutrição em Trail: o erro que pode comprometer meses de treino
Treinar durante meses e falhar… na alimentação.
Numa prova de trail, especialmente em distâncias longas, a nutrição deixa de ser detalhe e passa a ser estratégia.
O trail não é igual à corrida em estrada.
O que muda?
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Variabilidade de intensidade
Subidas longas aumentam o consumo de glicogénio.
Descidas técnicas aumentam o stress muscular.
O custo energético por hora tende a ser superior. -
Maior duração = maior risco gastrointestinal
Com o passar das horas aumenta o risco de:
- hipoglicemia
- desidratação
- hiponatremia
- náuseas
- fadiga central
Durante esforço prolongado, a perfusão sanguínea ao trato gastrointestinal diminui.
Se o intestino não foi treinado, surgem problemas.
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Condições imprevisíveis
Calor, frio, altitude e humidade alteram:
- necessidade hídrica
- absorção de hidratos
- sensação de fome e sede
Estratégia prática por duração
Até 2h30
30-60g de hidratos de carbono por hora
Soluções simples como géis e bebida isotónica
3-6h
60-75g HC/h
Combinação glicose + frutose
Introdução de sólidos fáceis de mastigar
Controlo de sódio 500-700mg/h dependendo da sudação
Ultra trail | +6h
75-90g HC/h em atletas treinados
Alternância doce e salgado
Controlo do volume gástrico
Gestão estratégica de cafeína
Nutrição não é apenas ingerir energia.
É reduzir stress metabólico e preservar meses de treino.