Nutrição em Trail: o erro que pode comprometer meses de treino

Nutrição em Trail: o erro que pode comprometer meses de treino

Treinar durante meses e falhar… na alimentação.

Numa prova de trail, especialmente em distâncias longas, a nutrição deixa de ser detalhe e passa a ser estratégia.

O trail não é igual à corrida em estrada.

O que muda?

  1. Variabilidade de intensidade
     Subidas longas aumentam o consumo de glicogénio.
     Descidas técnicas aumentam o stress muscular.
     O custo energético por hora tende a ser superior.
  2.  Maior duração = maior risco gastrointestinal
     Com o passar das horas aumenta o risco de:
  • hipoglicemia
  • desidratação
  • hiponatremia
  • náuseas
  • fadiga central

Durante esforço prolongado, a perfusão sanguínea ao trato gastrointestinal diminui.
Se o intestino não foi treinado, surgem problemas.

  1. Condições imprevisíveis
    Calor, frio, altitude e humidade alteram:
  • necessidade hídrica
  • absorção de hidratos
  • sensação de fome e sede

Estratégia prática por duração

Até 2h30
30-60g de hidratos de carbono por hora
Soluções simples como géis e bebida isotónica

3-6h
60-75g HC/h
Combinação glicose + frutose
Introdução de sólidos fáceis de mastigar
Controlo de sódio 500-700mg/h dependendo da sudação

Ultra trail | +6h
75-90g HC/h em atletas treinados
Alternância doce e salgado
Controlo do volume gástrico
Gestão estratégica de cafeína

Nutrição não é apenas ingerir energia.
É reduzir stress metabólico e preservar meses de treino.

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